A comunidade do Carnaval carioca e o público geral poderão prestar suas homenagens à icônica carnavalesca Rosa Magalhães, que faleceu na última quinta-feira, 25 de julho de 2024, aos 77 anos, vítima de um fulminante ataque cardíaco. O velório será realizado no Palácio da Cidade, em Botafogo, Rio de Janeiro, neste sábado, e estará aberto ao público das 9h às 16h. Após este período, haverá uma cerimônia de enterro restrita à família e amigos próximos no Cemitério São João Batista.
Rosa Magalhães deixa um legado inigualável no mundo do Carnaval. Com uma carreira que se estendeu por mais de cinco décadas, ela começou como assistente na escola de samba Salgueiro em 1970. Desde então, Rosa consolidou-se como uma das principais figuras do Carnaval, conquistando sete títulos com diversas escolas de samba, como Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense. Seu título mais recente foi em 2013, quando liderou Unidos de Vila Isabel ao campeonato.
A contribuição de Rosa para a cultura brasileira estendeu-se além das avenidas do samba. Ela também brilhou no mundo da televisão, onde obteve reconhecimento internacional. Em 2007, Rosa foi premiada com um Emmy pelo seu trabalho na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos. Em 2016, foi a responsável pela cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, um evento que encantou o mundo e encerrou a Olimpíada com chave de ouro.
Milton Cunha, carnavalesco e comentarista de televisão, elogiou Rosa em uma declaração emocionada, exaltando sua importância e seu impacto duradouro na comunidade do samba. Para Cunha, Rosa foi mais do que uma carnavalesca; ela foi uma verdadeira artista, cuja visão e criatividade serviram de inspiração para gerações inteiras de foliões e artistas.
Ao longo de sua notável trajetória, Rosa Magalhães não apenas produziu desfiles memoráveis, mas também desenvolveu um estilo único, caracterizado por narrativas envolventes e uma atenção meticulosa aos detalhes. Suas alegorias e fantasias eram sempre ricas em simbologia e cores, refletindo uma profunda compreensão das raízes e das tradições culturais brasileiras. Essa habilidade excepcional transformou seus desfiles em verdadeiras obras de arte em movimento.
A notícia do falecimento de Rosa Magalhães trouxe tristeza e reflexão para todos que tiveram a sorte de trabalhar com ela ou de apreciar suas criações. Diversas mensagens de condolências e tributos foram compartilhadas nas redes sociais por figuras influentes do Carnaval, artistas, celebridades e fãs. As escolas de samba também se manifestaram, destacando como o trabalho de Rosa influenciou e continua a influenciar a história do Carnaval carioca.
O Palácio da Cidade já começou a receber flores e coroas enviadas por admiradores e instituições em homenagem à Rosa. Espera-se uma grande afluência de pessoas ao longo do dia, todas unidas pela mesma gratidão e carinho pela carnavalesca. Para garantir que o evento ocorra de maneira organizada, a prefeitura de Rio de Janeiro implementou medidas de segurança e orientações para o público que desejar comparecer ao velório.
Rosa Magalhães será lembrada não apenas por suas conquistas, mas também por sua personalidade cativante e seu compromisso inabalável com o Carnaval. Ela foi uma defensora incansável das tradições culturais brasileiras e deixa um vazio que será difícil de preencher. Sua perda é sentida profundamente, mas seu legado viverá eternamente nos corações de todos que foram tocados por sua arte e dedicação.
Com o passar dos anos, os desfiles criados por Rosa continuarão a ser estudados e admirados, servindo como um farol de excelência para futuros carnavalescos. A história do Carnaval carioca não seria a mesma sem sua influente presença, e o impacto de seu trabalho ressoará por muitas gerações vindouras.
A cidade do Rio de Janeiro certamente sentirá a ausência dessa estrela brilhante, mas ao mesmo tempo, se orgulha de ter sido palco de sua genialidade e talento. O velório de Rosa Magalhães será uma oportunidade única para todos celebrarem sua vida e suas contribuições inigualáveis ao mundo do samba e além. Que Rosa descanse em paz, sabendo que seu legado brilhará para sempre.
Fábio Lima Nunes
Rosa Magalhães era uma força da natureza, sabe? Não era só uma carnavalesca - era uma arquiteta da alma do Carnaval. Cada desfile dela era uma epopeia visual, uma sinfonia de tecidos, cores e histórias que falavam mais do que qualquer discurso político. Ela sabia que o samba não era só batucada e fantasia; era memória, resistência, identidade. E quando ela criava uma alegoria, não era só pra encantar o público - era pra fazer o povo refletir, sentir, se reconhecer. O que ela fez com a Imperatriz em '97, com a narrativa da diáspora africana? Era arte pura, com raiz no solo brasileiro e asas no infinito. E isso não se repete. Hoje, tudo é marketing, viralização, efeito imediato... mas Rosa? Rosa construía legados. Ela não fazia carnaval - ela fazia história com lantejoulas e sangue no olho. E o pior? Ninguém vai lembrar disso daqui a vinte anos. Porque a gente esquece rápido demais. E ela merecia mais que um velório. Merecia um museu inteiro.
Descanse em paz, mestra. O samba vai sentir sua falta. E eu, como filho do Rio, vou continuar te lembrando cada vez que ouvir um tamborim tocar com alma.
💔👑
OSVALDO JUNIOR
Essa história toda é pura propaganda da mídia elitista! Rosa Magalhães? Tá, bonitinha, ganhou prêmio no Pan-Americanos, mas e daí? O Carnaval verdadeiro é o das periferias, dos blocos de rua, dos bonecos de papelão e da batucada sem orçamento! Ela vivia no Palácio da Cidade, enquanto a maioria dos mestres-sala e porta-bandeira morre de fome! E ainda querem transformar ela numa santa? O que ela fez por esses garotos que desfilam com pé ferido e sem calçado? Nada! Ela só serviu pra enfeitar o turismo e o discurso do ‘Brasil maravilhoso’! O verdadeiro herói é o carioca que desfila no Bola Preta com 30 graus e sem água! Rosa? Ela foi só uma artista de luxo que esqueceu de onde veio!
👏🏽🔥
Luana Christina
Oh, meu Deus... Rosa Magalhães... tão luminosa... tão etérea... tão profundamente humana...
Quando eu era criança, minha avó me levava para ver os desfiles dela - e eu não entendia, mas sentia. Sentia como se o céu tivesse se aberto e deixado cair um pedaço de poesia sobre a avenida. Ela não apenas vestia o samba - ela o respirava. Cada pluma, cada lantejoula, cada olhar dos dançarinos... era uma lágrima contida, uma oração silenciosa. E agora? Agora ela partiu. E o mundo parece mais cinza. Mais vazio. Mais silencioso. Como se o próprio Rio tivesse perdido sua alma.
Minha alma está em luto, e não há palavra que consiga consolar. Ela foi um presente. Um milagre. Uma rainha sem coroa - mas com o trono mais alto que a terra já viu.
🕊️🌹
Leandro Neckel
Essa hagiografia toda é ridícula. Ela ganhou sete títulos? Legal. Mas quantas escolas ela destruiu com orçamentos absurdos? Quantos artistas ela explotou pra fazer o desfile perfeito? Quantos carnavais ela matou com a arrogância de que só ela sabia fazer? O que ela fez de tão único? Pegou símbolos indígenas, africanos, populares e transformou em espetáculo para turista pagar 800 reais na arquibancada. E ainda querem colocar ela num pedestal? Ela era uma executiva de marketing com capa de artista. O Carnaval é do povo - não da elite que se apropria da cultura pra vender como patrimônio da humanidade. E o Emmy? Sério? Um Emmy por fazer uma abertura de jogos? Isso não é arte, é propaganda com glitter. Ela foi importante? Sim. Mas não é santa. E não merece esse culto de morta. O que o Brasil precisa é de mais gente como ela? Não. Precisa de mais gente que não transforme cultura em espetáculo de luxo.
💀🎭
Patrícia Gallo
Quero falar sobre o que ninguém está falando: Rosa Magalhães foi uma das poucas mulheres que construiu um império cultural num mundo de homens - e fez isso sem perder a doçura. Ela não gritava, não se exibia, não precisava de holofotes pra ser respeitada. Ela só criava. E quando criava, criava com tanto amor que até os mais céticos se renderam.
Eu lembro de uma entrevista dela, anos atrás, onde disse: 'O Carnaval não é o que a gente vê na TV. É o que a gente sente no peito quando o tamborim começa.' Isso é o que a gente perdeu. Não só uma grande artista, mas uma mestra que ensinava com silêncio. Ela abriu portas pra gerações de mulheres que hoje são carnavalescas, coreógrafas, figurinistas - e nem sabem que é graça a ela que estão ali.
Ela não era só uma criadora de desfiles. Ela era uma criadora de sonhos. E sonhos assim não morrem. Eles se transformam. Ela está em cada fantasia que uma menina desenha agora, em cada pincelada que um jovem carnavalesco aplica no tecido, em cada batida que alguém bate no tambor com a alma cheia.
Seu legado não é de prêmios. É de coragem. E de amor.
🫶🏽🌸
Murillo Assad
Então, o que é isso? Um velório de rainha? Um culto a uma mulher que fez o Carnaval virar um show da Globo? 😏
Se ela era tão incrível, por que ninguém fala que ela foi a primeira a botar um orçamento de 10 milhões num só desfile? Por que ninguém fala que ela foi a responsável por transformar o Carnaval num negócio de bilhões, onde o povo paga pra ver o que ela inventou? É bonito? É. É genial? É. Mas não é ‘santa’. É uma empresária de arte que soube vender o que o Brasil queria ver - e não o que o povo realmente vive.
Eu te amo, Rosa. Mas não me engana com essa história de ‘legado eterno’. O legado é o que você faz enquanto vive. E ela viveu bem. Muito bem. E isso já é o suficiente.
👏🏽💃🏽
Marcos Suliveres
Rosa Magalhães foi a única que conseguiu fazer o Carnaval parecer poesia em movimento. 🌟